Neutralização de carbono gera bons resultados


 

O planeta pede socorro. O aquecimento global provoca discussões em todo o mundo e seus reflexos são iminentes, como enchentes, mudanças climáticas abruptas e todo o tipo de desequilíbrio ambiental. A emissão de gás carbônico na atmosfera é a principal fonte desse desequilíbrio ambiental, causador do efeito estufa. Cabe aos governos, empresas e pessoas físicas tomarem atitudes imediatas a fim de reverter esse dano considerado irreversível, caso nada seja feito. Atentas a essa situação, empresas em todo o mundo começam a agir. É uma nova divisão criada pela Max Ambiental, empresa que realiza projetos de crédito de carbono e atua com parceiros estratégicos em diferentes áreas do país. Uma importante contribuição mundial vem da área esportiva. A Copa do Mundo da Alemanha, em junho deste ano, será um evento totalmente neutralizado. Equipe técnica calculou toda a quantidade de gás carbônico a ser emitida na atmosfera por causa do evento e desenvolveu um projeto de biodigestor na Índia para devolver ao planeta o que foi tirado durante a realização do campeonato. Esses biodigestores serão responsáveis pelo processamento de dejetos bovinos, evitando a prática de queima de madeira e querosene usados em grande quantidade para cozinhar. Também a Olimpíada de Turim, realizada recentemente, foi um evento neutralizado. A última edição do relatório Carbon Down Profits Up, realizado pelo The Climate Group, demonstra uma evolução no número de empresas dispostas a reduzir a emissão de CO2, tendo como reflexo o aumento de seu lucro. Companhias de 18 setores da economia em 11 países aumentaram a receita após a implantação de projetos de redução das emissões. Juntas elas economizaram US$ 11,6 bilhões. Quatro dessas companhias ” Bayer, BT, Du Pont e Norske Canadá – reduziram a emissão em 60% e economizaram US$ 4 bilhões. Pesquisa realizada pela Carbon Disclosure Project (Projeto de Revelação do Carbono) demonstra o crescente interesse das empresas pela questão ambiental. Em sua terceira edição, 71% das 500 maiores empresas do mundo responderam ao levantamento contra apenas 59% anteriormente. Ficou claro que muitas corporações, que antes não davam atenção ao tema, passaram a incorporá-lo ao seu negócio. É o caso, por exemplo, de instituições financeiras como HSBC e JP Morgan Chase, que decidiram cortar suas emissões de CO2 na atmosfera e encorajam seus clientes a fazerem o mesmo. O JPMC anunciou o objetivo de, em três anos, diminuir o gasto de energia e uso de água, além de diminuir as emissões de dióxido de carbono em 5%. O HSBC comprou 170 mil toneladas de CO2 equivalente em créditos de carbono para neutralizar suas operações no mundo em 2005. Em outros segmentos os casos de uso da Neutralização de Carbono se multiplicam. A British Airways oferece aos seus passageiros a possibilidade de neutralizar suas passagens. A Mazda planta cinco árvores para cada carro modelo Demio vendido e desde 1998 neutraliza sua participação em feiras de automóveis. Honda, Toyota, Ricoh, o jornal The Guardian, Avis, British Petroleum, DHL e banda Coldplay são alguns exemplos de corporações que optaram por incorporar a atitude de preocupação ambiental a suas estratégias de comunicação. Além de contribuírem diretamente, permitem a seus clientes e consumidores a adesão por meio da prática do consumo consciente.

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